segunda-feira, 10 de setembro de 2012

RUN! DISNEY GOT ZOMBIED!


Calma, calma, o apocalipse zumbi não começou e muito menos foi iniciado na Disney. Mas alguns ilustradores bem que gostariam que isso acontecesse. Se preparem para esquecer a visão clássica e meiga dos mais famosos contos de fadas da Disney e sentir um frio na espinha ao ver as famosas princesas, fadas e heroínas de nossas infâncias prontas para assustar até a mais corajosa das criancinhas!

As imagens abaixo são de autoria do ilustrador Jeffrey Thomas que, inclusive, tem ótimos desenhos em seu blog. ;)





















Já os desenhos abaixo são inspirados em zumbis e fazem das lindas princesas Disney verdadeiros monstros. A arte é do ilustrador tailandês Witit Karpkraikae (sério, quem conseguir falar em voz alta o nome desse cara ganha um beijo!).





E pra finalizar, também inspirado no estilo de arte zumbi do tailandês, trago os desenhos do ilustrador americano denominado "DeviN", que também "zumbificou" as princesas Disney.





Taí uma ideia que dava um bom filme: e se os contos de fadas da Disney fossem tomados por alguma maldição e se tornassem sombrios e macabros como essas artes? Ia ser interessante ver os príncipes caçando e dando headshot nessas belezinhas aí de cima... rsrs

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Malfeito Feito: Uma retrospectiva de Harry Potter



Olha só a minha surpresa: estou eu, de bobeira aproveitando a tarde de um feriado em minha casa quando um amigo me manda um link para ver um vídeo de Harry Potter. Não gosto muito de ficar vendo esses vídeos feitos por fãs. A maioria nem é tão bem feito assim ou mistura as imagens dos filmes com músicas pop/rock/indies. E eu ODEIO quando fazem isso. Mas ao olhar a duração de 13 minutos desse vídeo, me interessei. Uma retrospectiva merece um tempo maior, é claro. Dei uma chance. E me surpreendi.
O resultado é umas das mais bem feitas, emocionantes e belas retrospectivas da saga que eu já vi. Deixo aqui todos créditos para o autor do vídeo, o holandês Kees Van Dijkhuizen. Espero que gostem e se emocionem com o vídeo, assim como aconteceu comigo...

domingo, 5 de agosto de 2012

Os Vingadores: Crítica de fã para fã


No mundo do cinema é muito difícil encontrar Blockbusters que realmente tenham algo a mais para impressionar o público. Chegamos a um ponto da indústria cinematográfica em que os grandes filmes de ação e aventura não mais surpreendem o expectador, apelando cada vez mais para cenas e efeitos cada vez mais grandiosos, como uma grande competição para quem consegue fazer o filme mais artificial e caro do ano. O resultado de tamanha ânsia por lucros e números são filmes cada vez mais esperados, porém cada vez mais decepcionantes, com histórias mal contadas, roteiros execráveis e cenas de ação que não passam de cópias do que já foi feito anteriormente em filmes semelhantes. Porém, como tudo na vida, sempre há um ciclo, e de vez em quando, alguém consegue acertar na fórmula e finalmente surpreender quem estava cansado de se decepcionar. E Os Vingadores faz mais do que surpreender. Os Vingadores faz algo que só pode ser descrito com muito entusiasmo e animação. Portanto saibam desde já que Os Vingadores é sensacional!

Nunca fui leitor de quadrinhos, não por não gostar, mas por preguiça e por falta de incentivo durante a infância. Porém, como o bom nerd que me considero, adoro todos os universos e heróis presentes em suas páginas. Lembro quando Homem de Ferro chegou aos cinemas e Nick Furry apareceu no final do filme convidando Tony Stark para se juntar a um projeto. Depois O Incrível Hulk chegou às telonas e, para a minha surpresa, Stark apareceu no final do filme, falando sobre o mesmo projeto. A cena acabou e eu fiquei meio besta, sem entender se aquilo era uma piada ou coisa parecida. Mas não era. Aquilo era só o começo da jornada que nos traria até hoje, até o dia em que Os Vingadores se uniriam para tentar salvar a Terra de uma força maior. Meu maior medo quando anunciaram o projeto era que ele fosse feito da forma errada. Que os heróis não fossem muito bem explorados, que a história se resumisse apenas à pancadaria e cenas exageradas de lutas entre vilões e mocinhos. Mas felizmente, apesar de a jornada individual de cada vingador ter passado por altos e baixos, chegamos ao ápice dessa história, e ele não poderia ser mais épico.

A história do filme se desenrola a partir das consequências dos acontecimentos dos filmes individuais de cada herói (principalmente Thor e Capitão América), onde vemos Loki (irmão de Thor) vir à Terra em busca do Cubo Cósmico e com a intenção de iniciar uma guerra contra os humanos e, ao vencê-la, dominar o planeta. Nick Furry então vê a necessidade de convocar uma equipe de pessoas extraordinárias para recuperar o Cubo e impedir que Loki realize seus planos. É quando entra em cena a Viúva Negra, Gavião Arqueiro, Capitão América, Hulk, Homem de Ferro e Thor. Munidos de tantos protagonistas e figuras poderosas, seria muito fácil para os roteiristas e diretor se perder e acabar dando atenção maior para certos personagens, ofuscando outros. Mas em Os Vingadores nenhum herói sobrepõe o outro. Extremamente fiel à HQ em que a história foi baseada, o filme funciona literalmente como um deleite em termos de adaptação para quem é fã e conhecedor dos quadrinhos. Mérito dos roteiristas e do diretor Joss Whedon (que também colaborou no roteiro), que souberam explorar muito bem as várias tramas e personagens da história originalmente criada por Jack Kirby e Stan Lee. Joss usou sua experiência como diretor de séries de TV em Os Vingadores e deu certo. Acostumado a dirigir seriados onde o tempo em tela de vários personagens é balanceado, para dar atenção a todos, o diretor soube usar a balança também no longa. Nenhum personagem se torna coadjuvante. Todos são protagonistas e ainda sim, o filme flui com cada um tendo sua própria história e trama pessoal.

As piadas e alfinetadas de Tony Stark com seus colegas de equipe são constantes e é o ponto alto dos momentos menos tensos e movimentados do filme, quando ele insiste em perturbar o Capitão América ou Bruce Banner. Querendo ou não, o Homem de Ferro foi quem começou toda essa saga nos cinemas e é o grande elo de ligação entre os heróis que compõem a equipe. Até mesmo os personagens coadjuvantes do filme são importantes em certos momentos da história. O Dr. Selvig, que foi introduzido no universo dos Vingadores no filme de Thor, tem grande importância para o desenrolar dos acontecimentos e até mesmo o Agente Coulson, que foi criado exclusivamente para os cinemas, tem seu momento de mostrar sua verdadeira função em todo o universo dos Vingadores. Coulson é a representação indireta dos produtores, criadores e fãs na história. Ele é o propósito que fez tudo isso acontecer. Quem é fã sabe o quão impensável era, anos atrás, imaginar entrar em uma sala de cinema para assistir um filme onde vários heróis se uniriam para salvar o mundo. Ainda mais conhecendo a indústria traiçoeira e muitas vezes irritantemente injusta que é Hollywood.

Todas as pontas abertas nos filmes individuais dos heróis foram explicadas, mostrando que desde o começo os produtores e responsáveis pelo projeto tinham tudo planejado para culminar nesse filme. A história não é mostrada do ponto de vista de um herói específico. Basicamente se desenrola a partir das ações e decisões de Nick Furry dentro da S.H.I.E.L.D.. Vemos um pouco de como funciona a organização, seu conselho de pessoas anônimas, as decisões que precisam ser tomadas, os agentes e as instalações. Os Vingadores consegue ser um mash-up de histórias e personagens e ainda assim trazer elementos e tramas novas ao espectador. Conhecemos um pouco mais sobre a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro, que não tiveram filmes individuais, aparecendo apenas como participações nos filmes de Homem de Ferro e Thor, respectivamente. E nem por isso o filme deixa de ir um pouco mais ao fundo das histórias de, por exemplo, Bruce Banner (que não aparece nem é mencionado desde seu próprio filme), ou Steve Rogers que ainda sofre por ter perdido a mulher que amava e ter acordado em um mundo estranho para ele.

E por falar em pontas abertas, por favor, não saiam da sala antes do fim dos créditos. A história dos Vingadores ainda não acabou e, apesar de nem todos entenderem, a cena extra diz muito sobre o rumo que o universo Marvel vai tomar no futuro. Claro que ainda vai demorar, provavelmente teremos que ver continuações como Homem de Ferro 3, Capitão América 2, e até mesmo o possível filme do Homem Formiga que tanto tem sido especulado como a próxima aposta da Marvel.

Em termos técnicos, o filme é impecável. Todos os efeitos, cenas de ação, figurinos e tecnologia foram detalhados em tela e explorados de forma satisfatória. A cena épica e explosiva do clímax é muito bem dirigida, balanceando de forma muito positiva o foco da batalha, indo de um personagem ao outro sem deixar a linha narrativa confusa. Toda a ação individual tem consequências e ligação com o que está acontecendo ao seu redor e com os outros heróis. É tudo muito bem coreografado e arquitetado para não deixar o espectador “perdido” em nenhum momento, algo um pouco raro para filmes de destruição em massa semelhantes (Michael Bay é a prova viva disso). Mais interessante ainda é observar como o filme soube explorar o conhecimento dos fãs dos quadrinhos. É impossível não se empolgar ao ver o porta-aviões da S.H.I.E.L.D. decolando da água com toda a sua grandeza e tecnologia, ou com a Torre Stark, imponente e genial no centro de Manhattan ou mesmo ver todos os Vingadores lado a lado, quebrando tudo no meio de Nova York e prontos para enfrentar qualquer um ou qualquer coisa que aparecer para ameaçar o planeta.

O 3D, que era o que eu mais achei que ia me decepcionar, me surpreendeu e já na primeira cena me deixou de boca aberta quando personagens e objetos começaram a sair da tela sem nenhum tipo de distorção ou efeito forçado. Durante todo o filme a sensação de profundidade está presente e muitas vezes, principalmente no clímax, objetos, faíscas, estilhaços, personagens e grandes objetos são arremessados para fora da tela. A sensação de terceira dimensão é tão forte, que eu inconscientemente virava o rosto em algumas cenas, por puro reflexo, achando que algo ia sair da tela em minha direção. O efeito é discreto, mas funciona incrivelmente bem em todo o filme. Quanto à trilha sonora, eu normalmente não costumo me impressionar com as trilhas dos filmes dos heróis da Marvel, porém em os Vingadores a trilha se encaixa perfeitamente com as cenas, deixando tudo ainda mais épico. Alan Silvestri captou perfeitamente o clima tenso e grandioso do filme e fez uma trilha sonora à altura dos heróis que vemos em tela.

Algo que me chamou a atenção foi que, em nenhum filme individual dos Vingadores a figura de super-herói foi explorada. Em alguns, o termo nem ao menos é mencionado. Talvez o que mais tenha chegado próximo disso tenha sido Homem de Ferro. Porém, os filmes sempre foram focados na história dessas pessoas extraordinárias e não em seus atos heroicos. Thor era apenas o Deus que veio à Terra por causa do seu exílio e se apaixonou. Hulk era apenas um fugitivo do governo querendo viver em paz com seu “problema”. A Viúva Negra e o Gavião Arqueiro eram apenas os espiões treinados para matar. E o Homem de Ferro, bem, era apenas um gênio excêntrico, bilionário, playboy e filantropo que decidiu usar sua inteligência para algo maior. Porém em Os Vingadores, todos eles se tornam públicos, eles realmente se intitulam protetores da Terra e fazem de tudo para protegê-la. Vemos a mídia mostrando seus rostos, especulando seus paradeiros e identidades. Vemos as pessoas admirando e os odiando. Vemos as mocinhas indefesas com seus olhares apaixonados depois de serem salvas pelos heróis bonitões. Essas pessoas extraordinárias que foram apresentadas à nós se tornam os heróis que o mundo precisa. Alguns odeiam, outros amam e agradecem. Mas eles existem, e todos precisamos deles. E quando eu digo todos, eu me refiro a você que está lendo esse texto e a todos que foram ou vão assistir Os Vingadores no cinema. Eles podem não existir na vida real, mas eles nos trazem esperança, nos empolgam, e nos surpreendem. Nós precisamos deles. Precisamos de Vingadores.

Crítica publicada no dia 27 de abril de 2012 no site Disney Mania.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Christopher Nolan e o Batman


"Alfred. Gordon. Lucius. Bruce...Wayne. Nomes que vieram a significar tanto para mim. Hoje, faltam três semanas para que eu dê o adeus final a esses personagens e ao seu mundo. É o aniversário de nove anos do meu filho. Ele nasceu quando o Tumbler estava sendo montado na minha garagem a partir de diferentes partes de kits aleatórios. Muito tempo, muitas mudanças. Uma troca de cenários onde uma arma falsa e um helicóptero eram eventos extraordinários para dias de trabalho em que uma multidão de extras, demolições ou caos aéreo se tornaram familiares.

As pessoas me perguntam se eu sempre planejei uma trilogia. Isso é como perguntar se você planeja crescer, se casar, ter filhos. A resposta é complicada. Quando David e eu começamos a pensar na história de Bruce, flertamos com o que poderia vir depois e nos afastamos, sem querer olhar muito para o futuro. Eu não queria saber tudo o que Bruce não sabia. Eu queria viver com ele. Eu disse a David e Jonah para colocarem tudo o que sabiam em cada filme que fizemos. Todo o elenco e a equipe colocaram tudo o que tinham no primeiro filme. Nada foi contido. Nada foi guardado para a próxima vez. Eles construíram uma cidade inteira. Então Christian, Michael, Gary, Morgan, Liam e Cillian começaram a viver nela. Christian pegou um pedaço da vida de Bruce Wayne e a tornou completamente convincente. Ele nos levou a mente de um ícone pop e nunca nos deixou notar a natureza fantástica dos métodos de Bruce.

Nunca pensei que faríamos um segundo - quantas sequências boas existem? Por que rolar esses dados? Mas uma vez que sabia onde eu levaria Bruce, e quando comecei a ter ideias sobre o seu antagonista, se tornou essencial. Nós reunimos o time e retornamos para Gotham. A cidade mudou em três anos. Maior. Mais real. Mais moderna. E uma nova força de caos estava surgindo. O palhaço assustador definitivo, aterrorizantemente trazido à vida por Heath. Não guardamos nada, mas existiam coisas que não tínhamos como fazer no primeiro filme - um uniforme que fosse flexível no pescoço, filmar em Imax. E coisas que tínhamos medo de fazer - destruir o batmóvel, queimar o dinheiro do vilão para mostrar um completo descompromisso pelas motivações convencionais. Nós usamos a suposta segurança de uma sequência como uma licença para jogar a cautela de lado e seguir para as esquinas mais sombrias de Gotham.

Nunca pensei que faríamos um terceiro - existe alguma segunda sequência boa? Mas continuei pensando sobre o fim da jornada de Bruce e, uma vez que David e eu o descobrimos, eu precisava ver por mim mesmo. Nós voltamos para o que nós mal tínhamos coragem de sussurrar naquele começo na minha garagem. Nós estivemos planejando uma trilogia. Eu chamei a todos para mais um tour por Gotham. Quatro anos depois, ainda estava lá. Até parecia um pouco mais limpa, um pouco mais polida. A mansão Wayne fora reconstruída. Rostos familiares retornaram - um pouco mais velhos, um pouco mais sábios...Mas nem tudo era o que parecia.

Gotham estava apodrecendo nas suas fundações. Um novo mal borbulhando por baixo. Bruce pensou que Batman não era mais necessário, mas Bruce estava errado, assim como eu. Batman precisava voltar. Suponho que ele sempre precisará.

Michael, Morgan, Gary, Cillian, Liam, Heath, Christian...Bale. Nomes que vieram a significar tanto para mim. Meu tempo em Gotham, procurando por uma das figuras mais duradouras da cultura pop, tem sido uma das mais desafiadoras e recompensadoras experiências que um cineasta pode esperar ter. Eu vou sentir falta de Batman. Gosto de pensar que ele sentiria minha falta, mas ele nunca foi particularmente sentimental."

- Christopher Nolan

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge



Depois de assistir Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, é difícil encontrar palavras para descrever esse filme. Esqueça tudo o que você viu anteriormente. Esqueça os filmes anteriores do Batman, esqueça qualquer filme de super-herói ou fã filme. TDKR é maior do que tudo isso. NINGUÉM está preparado para o espetáculo cinematográfico que é esse filme. NINGUÉM. Nolan se superou e trouxe para o público aquele que eu considero ser o seu melhor filme. Direção afiadíssima, as cenas de ação, tensão, humor, e drama se intercalam numa montanha-russa de sentimentos muito mais intensa do que a do filme antecessor do homem-morcego. A trilha sonora de Hans Zimmer dispensa comentários, tamanha sua epicidade e qualidade. Sem falar no elenco, altamente competente, sem tirar nem pôr. Todos têm seu momento de brilhar na trama. Bane superou todos os vilões da trilogia com uma interpretação assustadora do Tom Hardy para uma mente doentia e quebrada. Você achava o Coringa um louco? Se prepare para um outro nível de insanidade com Bane. Anne Heathaway está indescritível como a Mulher- Gato. Sério, ela rouba todas as cenas em que aparece e tira o fôlego dos espectadores quando sobe na moto do Batman. Marion... bem, dispensa comentários... rsrs
É difícil falar sobre esse filme sem soltar spoilers, então vou me ater a esses breves comentários. O que posso dizer é que se você ainda não viu O Cavaleiro das Trevas Ressurge, corra pro cinema antes que as surpresas do filme cheguem ao seu ouvido primeiro. Acredite, são muitas. Esse filme merece ser visto o mais rápido possível. Filme do ano? Sem dúvidas. Fechou a trilogia com chave de ouro? Sem sombra de dúvidas. TDKR já é um dos meus filmes favoritos e vai demorar para algum outro chegar perto de superá-lo. Parabéns Nolan. E obrigado pela trilogia épica que você fez. Gotham não esquecerá...